sábado, 4 de julho de 2009

COMO PROVAR


A Confraria Tradicional do Vinho e do Arroz, registada oficialmente, tem como objectivo provar, beber e saborear o excelente vinho que dispomos neste pequeno país da Europa.

Quando eu era miúdo passava pela tasca onde os trabalhadores atestavam o depósito, quando regressavam do campo após um dia de esforço e se preparavam para que no próximo dia houvesse mais força para que a enxada pesada cavasse a terra dura. Hoje, esse vinho está engarrafado em vidro de boa qualidade e, com boas rolhas de cortiça, daí o excelente sabor.
Hoje, os copos a utilizar nos restaurantes para provar um vinho de boa qualidade devem ser de vidro fino e incolor, de pé alto pelo qual se deve segurar, e de corpo longo, com boca mais estreita para que os aromas possam ser devidamente apreciados.
A temperatura recomendada é, por princípio, a indicada no contra-rótulo da garrafa, se este for inexistente, deve manter-se entre os 16º e os 18º para o tinto e entre os 9ª e os 12º caso o vinho seja branco.
Os vinhos devem ser analisados visualmente, apreciando a sua cor, a sua limpidez, o seu brilho e a sua intensidade. Não deve ser engolido pois a fase olfactiva é fundamental para definir o vasto leque de aromas ou os defeitos que podem ser provenientes da rolha ou do mofo.
Um bom vinho, quando engolido, provoca-nos excelentes conjunto de sensações, devendo apreciar-se a sua persistência, os sabores, os aromas retronasais e o aroma no final de boca.

O vinho, como podem constactar, pode ser bem mais do que o líquido que acompanha uma refeição ou um petisco; pode ser, quando bem apreciado, um verdadeiro néctar propiciador de enormes prazeres.

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